Recuperação de tributos

5 sinais de que sua empresa pode estar pagando tributos indevidamente

O recolhimento a maior raramente aparece como erro evidente. Ele se acumula em apurações repetidas ao longo de anos. Abaixo, os sinais mais frequentes e, na sequência, exatamente como a auditoria documental é conduzida.

Os cinco sinais

  1. 1

    Faturamento cresceu e a carga tributária subiu mais que ele

    Quando o tributo cresce em proporção maior que a receita, geralmente há base de cálculo inflada, crédito não aproveitado ou regime inadequado.

  2. 2

    Sua empresa nunca revisou a base de PIS e COFINS

    A inclusão indevida de valores como ICMS na base das contribuições é a hipótese mais recorrente de pagamento a maior nos últimos cinco anos.

  3. 3

    Classificação fiscal de produtos feita há anos, sem revisão

    NCM desatualizada, produtos monofásicos tributados novamente e alíquotas erradas produzem recolhimento indevido silencioso e contínuo.

  4. 4

    Insumos relevantes sem apropriação de crédito

    Energia, fretes, embalagens, serviços aplicados à atividade-fim e outros insumos frequentemente ficam fora do crédito por conservadorismo contábil.

  5. 5

    Obrigações acessórias divergentes entre si

    Diferenças entre EFD, SPED Contribuições, notas fiscais e a escrituração contábil indicam erro de apuração — para mais ou para menos.

Como conduzimos a análise

Quais documentos são analisados

  • Apurações fiscais dos últimos sessenta meses
  • Notas fiscais de entrada e de saída
  • Obrigações acessórias: SPED Fiscal, SPED Contribuições, EFD-Reinf, DCTF
  • Memórias de cálculo e planilhas de apuração
  • Balancetes, razão contábil e contratos relevantes
  • Guias de recolhimento e comprovantes de pagamento

Como funciona a auditoria

  • Coleta e organização dos arquivos digitais em ambiente sigiloso
  • Cruzamento entre escrituração, documentos fiscais e pagamentos efetuados
  • Recálculo das bases de cálculo conforme a legislação e a jurisprudência aplicável
  • Identificação de divergências e mensuração dos valores potencialmente recuperáveis
  • Emissão de relatório com fundamentação jurídica e grau de risco de cada tese

Quais situações podem ser identificadas

  • Inclusão indevida de valores na base de cálculo de contribuições
  • Erros de classificação fiscal e de alíquota
  • Créditos sobre insumos não aproveitados
  • Duplicidade de recolhimento e pagamentos em guias equivocadas
  • Benefícios fiscais aplicáveis e não utilizados
  • Regime de tributação inadequado ao perfil da operação

Como é feita a análise

  • Análise documental técnica, sem estimativas genéricas de percentual
  • Cada valor apontado é vinculado ao documento e ao período que o originou
  • Cada tese é classificada por grau de consolidação jurisprudencial
  • Comparação entre via administrativa (compensação) e via judicial, com prazo, custo e risco

Quais são as limitações

  • O prazo de recuperação alcança, em regra, os últimos cinco anos
  • O resultado depende da qualidade e da integridade dos arquivos entregues
  • Teses em discussão nos tribunais superiores podem mudar de cenário
  • Nenhum resultado é garantido: a análise indica viabilidade, não promessa de êxito
  • A compensação exige regularidade fiscal e pode ser objeto de fiscalização posterior

Quais são os próximos passos

  • Simulação inicial para estimar a ordem de grandeza do crédito
  • Reunião técnica e assinatura de termo de confidencialidade
  • Entrega dos arquivos e execução da auditoria documental
  • Relatório com valores, teses, riscos e recomendação de via
  • Execução administrativa ou judicial, com acompanhamento e monitoramento

O critério de decisão é sempre a segurança jurídica: recuperar caixa hoje não pode significar autuação amanhã. Nenhuma tese é recomendada sem avaliação de risco.

Comece pelo diagnóstico, não pela suposição

Em poucos minutos você estima a ordem de grandeza do crédito. A partir daí, a auditoria documental confirma o que é efetivamente recuperável.