Planejamento Tributário
Planejamento tributário em 2026: o que muda com a reforma
18 de junho de 2026 · 6 min de leitura
A reforma tributária inaugurou um período de convivência entre tributos antigos e novos. Para empresas de médio porte, o principal risco não está na alíquota final, mas na ausência de simulação de cenários durante a transição.
Recomenda-se iniciar pela revisão dos contratos de longo prazo, que frequentemente foram precificados com base em uma carga tributária que deixará de existir. Cláusulas de reequilíbrio econômico-financeiro passam a ter papel central.
Em seguida, avalia-se o regime de apuração e a cadeia de créditos. A não cumulatividade ampla altera a lógica de aproveitamento e pode transformar despesas antes irrelevantes em créditos legítimos.
Por fim, documente. Planejamento tributário só se sustenta perante o Fisco quando há propósito negocial demonstrável e registro contemporâneo das decisões.